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Fazer a diferença.

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Parece impossível falar do belo num mundo feio, exaltar o mínimo bem que existe entre tanta maldade, acreditar na essência pura das coisas e pessoas - quando parece inexistente. Mas eu ainda prefiro isso, á não enxergar as minorias, as coisas fundamentais - miúdas - que mantem estruturas inteiras (ou pelo menos a alegria de se ter fé na melhora, a realização de concretizar sonhos que por muito pouco não se tornarão utópicos - por quase nada, na verdade.) Prefiro isso a viver no conformismo com o ruim, na inércia para mudá-lo.  Na exepctativa inutil: de esperar sem se mover, querer sem buscar. Constestar que o mundo é feio, alegar que o humano é mal... não interfere em absolutamente nada na nossa condição de humanos viventes deste mundo. Então, por que não tentar diferente?  Fazer o que se espera que os outros façam, agir mais altruistamente, e plantar a sementinha do exemplo. Valorizar o planeta, respeitar o próximo,  ser gentil com todos os seres, honesto, ativo. c...

Papai Noel.

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Uma década ou mais se passou, desde que fomos apresentados.  Não lembro a última vez que te escrevi, mas tenho certeza que a sensação era exatamente essa que sinto agora... de sonho, fé, esperança! Esse ano (é assim que funciona né Papai Noel?) cometi todos os erros que pude - eu sei.  Fui egoísta, maldosa, preguiçosa, invejosa, rude. Não saldei o dia, não sonhei nas noites. Não bati metas de sorrisos e abraços, julguei em demasia - quando na verdade nem deveria julgar. E nem ao menos lembro de ter perdoado alguém - pelo contrário, briguei com muitos. Algumas poucas vezes tentei meu melhor, não sei ao certo quão melhor eu realmente fui. Mas ajudei uns poucos, e cumpri uma ou duas das minhas promessas do fim de ano.  Rezei (quando precisei de Deus). Amei incondicionalmente minha família (mesmo brigando quase sempre com ela.), e (de maneira na maioria errada) aproveitei a minha vida como a maior graça que já recebi sabe-se lá de Quem (o que) for. Não imagino como ...

Inrrebobinável

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" Havendo modos de voltar atrás, jamais iriamos para frente. " Pois por mais cautela que se tenha; os erros irrecuperáveis, mágoas que não cicatrizam, vontades reprimidas por aquele "poderia ter sido diferente." - nos darão um impulso a refazer, tentar de novo, ou simplemente não ter feito. Nos preencherão de uma sensatez e racionalidade que culpam-nos por ter optado pela vida espontânea e inconsequente, pela genuinidade momentânea. Por não supor que o futuro estaria ali nos julgando nas coisas que fizemos, nas pessoas que marcamos e momentos que "perdemos" de maneira "incorreta".  No entanto - salvo certos deslises - somos capazes de acertar grandiosamente a cada pequeno erro.  Mesmo quando magoamos alguém, ensinamos lições valiosas e vitais para essa pessoa e para nós mesmos. Se temos cicatrizes, elas são marcas de nossas experiências, da utilidade que demos aos momentos, e da significância que atribuimos a vida, ainda que aos trancos e b...

Criancidade.

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Era uma sexta a tarde, parece que foi hoje - ou foi. Vinha o entardecer, o final do expediente, o momento de parar... e junto com ele, todo aquele turbilhão de questionamentos desgastantes sobre episódios definitivamente tenebrosos que ocorreram durante a semana.  A personalidade 'espirituosa' de quase sempre, foi dar um passeio sem marcar hora de retorno. E o humor 'gaiatinho' já conhecido e esperado, foi substituído por uma vontade de sumir, esquecer, e só. Não bastasse isso, minha cidade fazendo aquele calor que torraria até o próprio demônio.  Sem dúvida não era o dia de sair de casa para socializar, aliás, não era o dia nem para acordar - de preferência (calma gente, nada de tendência suicida aflorando, apenas um certo autismo conveniente.). Mas minha mãe - meio que por ordem (favor) e aproveitando-se toda a minha apelação interna sobre obrigação moral e emocional - me pediu ajuda, então eu fui.  Fui por três horas acompanhá-la num trânsito ca...

A bruxa tá solta.

Não tenho estado no meu momento mais espirituoso ultimamente. Talvez pela primeira vez na vida esteja sendo preenchida por aquele "não pertencer" que assola tantas almas desde os primórdios dos tempos; ou talvez não. Acontece que não me alegro com o sol como costumava ser, e não encontro em meus 'amigos' as verdades que me mantinham. Minha família aos poucos transforma-se de base em complemento, e meio que obrigatoriamente, uma 'adultês' domina meu corpo, minha alma, meus pensamentos e principalmente meu tempo. Tenho crises... existenciais, de ansiedade, de choro, de sono (de muito sono) e de uma inércia devastadora que fica tirando o sabor das coisas que outrora eram inconfundíveis e insubstituíveis. Me falta substancialidade e motivação, me falta essa certeza do hoje miscelada num delicioso mistério da vinda do amanhã.  E me sobra tédio, mesmice, tristeza, medo do que virá e do que não virá. Os dias passam a impressão de estarem vazios, e por mais tumult...

Dia de finados.

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Que as velas tenha como combustível para acender suas chamas, as lembranças boas que ficarão para sempre. E que o seu calor aconchegante seja reflexo dos sentimentos que ficaram e serão insubstituíveis enquanto houver vida e verdade neles. Que as flores sejam para lembrar o encanto e beleza da presença constante daqueles que só se foram nos corpos, mas permanecem em espirito. E que se as lagrimas forem derramadas, sejam por alegria, por saudade, pela convicção que embora se esteja separado, já houveram gloriosos dias em que se esteve junto. Que brotem sorrisos de renovação e sabedoria sobre a finitude das coisas, ao se deparar com lápides e sentir novamente o gosto meio amargo (meio necessário) que foi  o adeus, ao tempo em que se lambuza no sabor de voltar a viver apesar de. E que mesmo sendo dia da morte, que a vida seja saudada com a maior intensidade que pudermos, pois ao visitarmos os mortos, perceberemos que ainda estamos vivos, e que isso é genuinamente grandioso, fantá...

Bem, SEMPRE bem.

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Ora, sejamos francos. É sabido desde sempre, que essa coisa de "para sempre" é utópica. Ninguém será essa projeção apaixonante que foi no começo, e nada permanece cativante como costuma ser agora, ou costumava ser a pouco tempo atrás.  A gente tem isso de se apegar ao que sabe que não existe, e querer dos outros o que nem nós mesmos podemos oferecer. De que me valeria eternidade, se o que me mantem viva é justamente o nascer?  O nascer do sol, o nascer dos dias, o nascer de novas pessoas em minha história, de novas situações.  O nascer dos sonhos, e o nascer de realidades vividas, criadas, reinventadas a cada instante.  As coisas simplesmente não nascem se não são mortais, finitas... elas não teriam motivo para tal, se fosse diferente. E embora pareça cruel demais a despedida e a adaptação rigorosa que nos obrigamos a cada nascimento, é como se a morte valesse por si mesma... de lição, de superação, de necessidade! Os calos, cicatrizes e cansaço que ficam, se...