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La fora.

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 Na faculdade ouvi falar varias vezes da teoria(?) que diz que: estando na arquibancada, voce tem melhor visao de jogo do que quem esta dentro de campo. Primeiramente porque tem melhor alcance visual de todo o perimetro e segundo, porque nao esta tao envolvido no jogo como os jogadores. Descubro agora, de forma muito particular e na vida pratica, como essa teoria  é  complexa e real.  Sai do ninho do meus pais a um ano atras. Casei, comprei casa e constitui familia. Fiz a minha vida e vivi no meu lar por 365 dias inteiramente meus e da MINHA familia, volto agora para um periodo de ferias na familia dos meus pais - que continua minha, mas nao como antes - e me impressiono com as coisas boas e ruins que estao tao impregnadas na gente uma vida inteira que a gente so percebe quando teve a oportunidade de sair da nossa bolha.    Essas vivencias tem me feito pensar em uma coisa que, particularmente, nunca me esforcei muito para fazer, mas que  é ...

Relacionamento abusivo.

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 Ela tinha 17, jovem demais e intensa demais para perceber algo errado naquilo que ela achava ser amor. Ele tinha 20. Nao era muito mais velho, mas era, de longe, bem mais experiente que ela - e sabia disso, e usava isso.  O namoro durou 3 anos, tres conturbadissimos anos daquilo que se tornou o que um dia havia sido uma amizade bonita entre os dois.   Ele nao gostava das amigas dela, entao ela saia menos com elas.   Ele tinha ciume dos garotos da escola dela, entao, quase sempre, aparecia para busca-la no colegio.  Ele nao confiava nela e por isso controlava CADA passo que ela dava em sua ausencia. Ir a padaria, por exemplo, passava por um ritual de ligar antes, durante e depois avisando que chegou em casa (pq ele se preocupava com a "seguranca dela").   No cursinho, a mesma coisa. Um ano de cursinho, um ano que ele a acompanhava na ida, na volta e que ela TINHA QUE ligar para ele no intervalo... pra sua seguranca? pq ele ficava "...

Sobre a grama do vizinho.

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Estou nos Estados Unidos limpando coco de cachorro. Nao  é  a verdade completa, mas nao deixa de ser verdade.  Depois de um ano morando aqui LEGALMENTE (vale salientar que foi um processo longo, caro e burocratico, portanto, nao cheguei aqui so com a minha lindeza) finalmente tenho um minimo de permissao governamental para comecar a desenvolver minha independencia e comecar a estudar e trabalhar.   Sai do Brasil formada, com casa propria, empregada, nao tinha uma vida financeira excelente, mas vivia com mais acesso e dignidade que mais da metade da populacao do meu pais e, ao chegar aqui, descobri que tudo que eu tinha la nao representava quase nada. Me vi obrigada a comecar do zero, (e por sorte, tive essa chance de ter que recomecar ainda muito nova em idade e com apoio dos pouquissimos parentes que tenho aqui), recomecei portanto. Recomecei num pais novo, numa casa nova, com uma familia "nova", sem amigos, sem estrutura emocional nenhuma, sem independe...

Explicando o impeachment.

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 Hoje eu comecei a trabalhar. Recebi um treinamento para fazer meu trabalho direitinho, conheci meus direitos, deveres, funcoes e limites, mas ja no primeiro dia, cometi um erro grave que danificou varios arquivos importantes do computador da empresa: Eu estava baixando uns videos do red tube para me distrair no tempo vago e acabei baixando um virus que destruiu tudo, mas, tudo bem, todo mundo faz isso, certo?   O problema  é  que a minha superiora descobriu e disse que ia ter que me reportar para o dono da empresa para que ele decida o que podera fazer comigo. Nao admito x9! Tive que tomar porvidencias...  Me adiantei e fui primeiro ao chefe da empresa, contar a ele que ela rouba uma xicara a mais de cafe na hora do break, afinal, todos da empresa sabem que a regra  é  uma xicara por funcionario, mas aquela ladra sem escrupulos se proveita e sempre tira uma a mais para levar para a mulherzinha que faz faxina e nao tem tempo de tirar um break...

Palavrao.

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Falo palavrao sim.  Nao me importo se voce nao gosta, nao fala, nao acha educado, so nao confio muito em voce.  Convenhamos, uma pessoa que nao solta pelo menos um porra na hora que a cabeca do dedinho do p é  se encontra com a quina do movel, nao pode ser a pessoa mais verdadeira no mundo.  Gente de verdade fica puta e isso transborda nas palavras, alias, na falta delas, e ai so um palavrao pode traduzir.  Gente de verdade fica emocionadissima, e entre um turbilhao de alegria ou de tristeza nao sobra muito espaco e tempo para verbalizar tao bem tudo aquilo que um "foda" representa:  Que foda!  Ta foda!  Gente de verdade, alias, qualquer tipo de gente, se assuta e dependendo do susto, arrisco dizer que poucos ou nenhum nao vao pelo menos pensar na possiblidade de dizer que foi um susto do caralho... e se foi daquele seu amigo ou amiga fazendo idiotice, duvi-de-o-do que nao role aquela vontadinha de mandar ir tomar bem no centro do o...

Eterna apaixonada.

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Sabe aquela fase de inicio de relacionamento que voce ta meio apaixonadinho?  Voce anda sorrindo na rua lembrando os momentos que passou com a pessoa amada. Trejeitos de pessoas aleatorias e detalhes variados de coisas e lugares te lembram dela por algum motivo - todos e em todo o tempo. Aquela passada na padaria te lembra o dia que voces lancharam juntos e a ida ao shopping nao é a mesma coisa sem a lembranca do primeiro encontro, daquele banquinho da praca de alimentacao, al ias, qualquer banquinho de um lugar qualquer ja tras a palpitacao daquela espera pelo primeiro beijo, que nao foi roubado, mas que voce roubou. Lembrar dele(a) de qualquer maneira ja te da aquela "cocega" na barriga das tais borboletas do cliche. Uma fase boa, maravilhosa, a gente so ve qualidade, so sente paixao, so quer presenca sem limite. Pois bem, acho que estou nela. Me peguei hoje, sozinha no carro, escutando uma sequencia musical e em cada musica tinha aquela parte que eu cantava mais forte e...

"Do que voce tem vergonha?"

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Me perguntaram algumas muitas vezes na vida.  Conto nos dedos as vezes em que conseguiram me deixar timida, com aquela vermelhidao no rosto, ou constrangida. Nao sou do tipo que tem vergonha de muita coisa, embora me sobre mais "vergonha na cara" do que muita gente por ai.  Aceitei, logo cedo, que "pagar mico" é consequencia de se permitir (e isso vale para errar e se expor também).  Vergonha é mais vezes inimiga que aliada, ela te poda, te limita,   te reprime, te impede - incontaveis chances - de ser feliz. É ela que, num dia de sol, em plena praia, te mantem toda empacotada por nao gostar do seu corpo. É ela, que te trava um riso frouxo por achar que seus dentes sao feios. É ela que termina sua relacoes antes mesmo de comecarem por nao querer parecer atirad@, inconveniente ou desespera@ demais pros outros. Ela te limita o discurso. Te reprime as iniciativas e te vitimiza nos atos e no gesto.   Ela te impede de brincar, de brigar, de gri...