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Andorinha

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Certa vez teve aquele evento que ela queria muito ir e acabou desistindo por falta de companhia. Depois, tiveram aquelas muitas vezes que ela convidou todos os contatos da sua lista telefonica para uma saida simples, um lanche rapido ou uma conversa despretensiosa e acabou ficando em casa, sozinha e chateada.  Tiveram os shows perdidos.  As trilhas canceladas. Viagens e passeios que nunca aconteceram. Os varios atos do projeto social que terminaram antes mesmo de comecar, por falta de pessoal (mesmo ela tendo convidado o maximo possivel de pessoas que conseguiu).As vezes que ela saiu batendo na porta das pessoas que conhecia e ninguem tinha disponibilidade para ela, ninguem tinha prioridade para ela. Pensando bem, muitos foram os finais de semanas solitarios. Os programas planejados (para agradar todo mundo e com muito tempo de antecendencia) que viraram (quase) sempre um "surgiu um imprevisto". E nossa... como surgiram emprevistos.  Pior, tiveram aquelas vezes q...

Consciência

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Poucos dias atras a cachorrinha de uma colega se perdeu. Como de costume para casos assim, sai divulgando as informações nas redes socias e procurando pelo meu bairro. Falei com vizinhos e conhecidos, mostrei a foto dela, etc. Ja havia se passado um noite inteira sem noticias, entao tivemos que aumentar a area de buscas e mudar a estrategia. Saímos, eu e os donos, procurando pelos bairros vizinhos, divulgando nos comercios da redondeza, entregando cartões com as informações para caso alguém a encontrasse.  Basicamente, nessa parte do processo, eu fui nas portarias de todos os condomínios ao redor e entreguei para os porteiros, ou moradores, meu cartão com nome e telefone, bem como, mostrava a foto de Lola e pedia que me ligassem caso a vissem ou achassem. Eis que me falaram o seguinte: Você não devia estar entregando seus cartões por ai enquanto procura por ela, você  é  dog-sitter e isso  é  uma péssima propaganda para seu negocio, porque vai parecer que foi...

Que principe é esse?

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Achei bonito, achei poético, ate compartilhei, mas fiquei curiosa... Qual desenho que mostra um príncipe perfeito?  Qual conto de fadas que fala de um príncipe sem defeitos?  Todos os principes que me vem a  mente, dos que eu conheço (e olhe que me considero uma entendedora nivel médio-avançado de Disney), ou tem defeitos aparentes, tipo burrice e desonestidade, ou os defeitos nao sao diretamente mostrados, mas tambem nao sao totalmente excluidos.  Ninguém nunca contou a vida da princesa depois do casamento. Alias, tem esse filme, Cinderella II, que foi bem bosta. Tem o da pequena sereia II, que mostra nada do príncipe; ou seja, pai e marido ausente. E tem também o da Pocahontas II, mas nao posso nem argumentar pelo John Smith, porque mataram ele no filme (#spoilerdaindignacao), portanto, nao ha como saber como eles eram como maridos, como pais, parceiros, ou se são bons de cama (Principe transa?), porque né, se nao for, ja nao pode ser perfeito. ...

Nossos super-poderes.

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Ana tem o super poder de ser batalhadora. Ela começou, aliás, ela nunca deixou de trabalhar, para se manter, parar crescer, para conservar sua dignidade e não se perder de si. Ana    é  guerreira. Bia, por sua vez, tem o super poder do amor proprio. Ela enfrenta o mundo, rasga os rotulos, e derrota gente que tenta menospresa-la, mantendo um sorriso no rosto e uma certeza de si tão grande quanto suas medidas. Bia    é  (literalmente) um mulherão. Ceica tem o super poder da independencia. Desde cedo aprendeu a se jogar no mundo e ir conquistar o que lhe    é  de direito. Ceiça vai, volta, fica, deixa, move, faz o que for preciso, acompanhada apenas de sua incrível força de vontade e resiliência. Ceiça  é  uma vencedora. Denise e Debbie tem o poder da pureza de coração. Elas estão sempre abertas a receber e doar o melhor das pessoas. São leais, são parceiras, são puras, são verdadeiras. Ambas espalham sementes de am...

Notas sobre (mim) ela.

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Ela que parece so bagunça, independência, alegria e imensidão, para quem repara bem, ela  é  toda coração.

Eu costumava falar muito mal do Brasil...

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At e eu sair dele.     Falava que o Brasil era um pais cheio de corrupcao, injustica, pobreza, poluicao. Clima dificil. Pessoas mais dificeis ainda. Analfabetismo. Crimes. Violencia. E tantos outros defeitos que nao sao fanstasiosos, mas que talvez naos sejam tao gritantes quanto nos, brasileiros, costumamos grita-los.   Eu falava mal do Brasil porque eu nunca tinha saido dele. Falava mal porque nunca tinha ouvido as historias de outros paises, as realidades tao ruins ou piores do que a que a gente acredita viver.     Falava mal do Brasil, porque nao fazia ideia de que na Tailandia, por exemplo, quando voce  é  jovem, voce nao pode sequer mencionar a palavra sexo. Literalmente. E que a unica educacao sexual que voce recebe  é  atraves de amigos da sua idade que tiveram pouca ou nenhuma instrucao como voce. Perguntar isso para um adulto esta fora de cogitacao. Desrespeitoso. Inaceitavel.     Falava mal do Brasi...

Linda, livre, leve e amada.

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Hoje eu fui livre.  E ser livre deve ser rotina. Pra mim costuma ser, mas hoje foi mais. Hoje foi daquela liberdade que a gente resplandece. Liberdade que acende a gente sabe? Fui livre para ser livre, fui livre para estar livre. Livre para dancar, para brincar, para me jogar e me perder de amarras e julgamentos. Daquelas liberdades que a gente ta se curtindo tanto que se desconecta do mundo. Meio que cega, meio que ensurdece e se deixa dirigir so pela sensacao. Meu marido, a pessoa que supostamente devia ser o primeiro a me prender, me deixava voar cada vez mais longe so com o brilho do olhar de admiracao. O que ele viu, como ele viu, nao tinha maldade, nao tinha social. Ele via com amor e quando a gente ama, a gente liberta so para poder ver o outro feliz e pleno.  Estavamos numa festa, eu, ele e mais um monte de gente que no fim eu nao deveria me importar com a opiniao por uma serie de razoes. Ele, como sempre, sentou e foi conversar. Eu, como sempre, fui danca...