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Aconteceu voce!

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A gente tem tanto do que reclamar n é ? A vida nao  é  facil pra ninguem.   Temos contas pra pagar, problemas pra enfrentar, monstros a derrotar e defeitos a concertar. A gente tem um bucado de trabalho para fazer e pouco ou nenhum tempo de lazer, nao bastasse isso, sempre aparece alguma pessoa que nao  é  nada do bem pra atravancar nosso caminho - com ela vem malicia, vem veneno, vem inveja, vem competicao - quando nao, vem nossa saude pedir um tempo, uma pausa, uma ajuda nessa correria de vida que, acredite, todo mundo leva.  Como podemos viver felizes diante de tanta coisa negativa? Como acordar sorrindo sabendo que o dia que vem pela frente nao vai ser facil, ou dormir tranquilo quando nossa mente continua a mil com tudo que ainda precisa ser resolvido?  Nao tenho o segredo do deboismo, mas consigo fazer essas duas coisas a maior parte do tempo com uma atitude muito simples: Valorizar as pequenas coisas.  Essa semana mesmo;...

Voce sente falta de ter feito alguma coisa nessa vida?

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Estive pensando sobre isso, sempre tive essa ideia de que fiz tudo que eu queria fazer antes de me casar: Sai com amigos, viajei e conheci lugares e pessoas diferentes - sozinha, com amigas, com parceiros -. Tive minha epoca de farra, minha epoca "bela, recatada e do lar", namorei muito, fiz muito sexo, fiz muito amor. Curti carnavais e casa de praia com familia, alias, curti (e descurtir) minha familia a medida que o amor me permitiu. Estudei, estagiei, me formei. Trabalhei, ganhei meu proprio dinheiro, enfrentei medos, cresci profissionalmente, aprendi a dizer nao, a lidar com gente ruim e a escolher os melhores para mim. Descobri vocacao, superei traumas e pessoas, trabalhei meus defeitos e qualidades. Vivi aventuras, fiz loucura, cometi infinitos erros que ja nao tenho dedos para contar e me abri, me permiti ao amor a ponto de aceitar compartilhar uma vida inteira ao lado de uma pessoa. Chegando aqui, onde "eu ja tenho quase 30 e achava que em dez ano...

Vamos la fazer o que vira.

Sua eterna comparação e desgosto com a própria vida não mudará nada nela.  O fato de fulano ter mais condição financeira que você, não aumentará sua conta bancária.   Viver pontuando a qualidade de vida de Beltrana, não torna sua vida melhor. Querer medir suas qualidades em detrimento da de outras pessoas, não fará de você alguém mais virtuoso. Achar que você tem direito de julgar o que os outros merecem ou não, como eles devem ou não viver, não te trará nada além da frustraçã o de nunca poder controlar isso, tampouco, ser a dona da verdade. Mais proveito fazemos quando, ao invés de comparar, passamos a questionar o motivo de termos tanta necessidade de fazê-lo.   O que há de ruim na minha vida que me faz pensar que a de outras pessoas é tão melhor? Eu posso mudar isso? Se não, eu posso lidar com isso? O que há de tão medíocre em mim mesmo que me faz viver comparando-me a outros? Por que eu acho que eles são melhores ou que possuem mais que eu? Eles são c...

Ontem eu decidi que ele pode me trair.

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 E com "pode" eu nao quero dizer que eu permito que ele o faca, na verdade, nunca dependeu de mim dizer o que ele, ser livre, autonomo e consciente, pode ou nao fazer. Digo que decidi que ele pode, porque, so eu sei o quao dificil pode ser essa vida de querer controlar o outro sem ter controle real algum. De achar que pode saber o que, como, quando, onde e o por que de tudo e de todos, quando na verdade, longe da minha companhia, nao sei nem se ele ta respirando. E ele pode me trair e fazer o que quiser e isso nada tem a ver com o que eu decido ou deixo de decidir. Ele pode chegar a dois passos de distancia e decidir mudar de direcao, esbarrar em alguem, descobrir que amor nao foi o que sentiu por mim, mas o que descobriu estar sentindo agora, alias, mesmo ao meu lado, o ar pode simplesmente estar estranho e os poderem e nao poderes mudarem assim de repente, afinal, dessa humanidade, certo mesmo so a morte. Ontem eu decidi que ele pode me trair, decidi assim, quase que...

O que é o apego?

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 Ele passou 15 dias comigo.   Meros 15 dias da sua existencia de ja mais de 9 anos e hoje, ele foi embora.  No comeco eu levei na brincadeira esse apertinho no peito que venho sentindo desde ontem. Percebi claramente que estava irritada e nao encontrando motivos plausiveis, joguei aquela culpa nos hormonios, que, coitados, dessa vez nao tiveram nada a ver com isso. Eu estava, na verdade, ja vivenciando minha "sindrome do ninho vazio", olhando cada detalhe do cotidiano que construimos nessas duas semanas e imaginando os cantos da casa sem aquela presenca, sem aquele barulho, sem aquele amigao preenchendo o lar e a vida.  Quando ele chegou aqui a duas semanas atras, eu o via como mais um cliente, acolhi e tratei bem como faco com todos, mas, nunca  é  mais um cliente (coracao mole nao funciona assim), aqueles olhinhos de caramelo no caramelao que ele  é , iam me cativar profundamente. Minha profissao tem dessas,  é  como se...

La fora.

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 Na faculdade ouvi falar varias vezes da teoria(?) que diz que: estando na arquibancada, voce tem melhor visao de jogo do que quem esta dentro de campo. Primeiramente porque tem melhor alcance visual de todo o perimetro e segundo, porque nao esta tao envolvido no jogo como os jogadores. Descubro agora, de forma muito particular e na vida pratica, como essa teoria  é  complexa e real.  Sai do ninho do meus pais a um ano atras. Casei, comprei casa e constitui familia. Fiz a minha vida e vivi no meu lar por 365 dias inteiramente meus e da MINHA familia, volto agora para um periodo de ferias na familia dos meus pais - que continua minha, mas nao como antes - e me impressiono com as coisas boas e ruins que estao tao impregnadas na gente uma vida inteira que a gente so percebe quando teve a oportunidade de sair da nossa bolha.    Essas vivencias tem me feito pensar em uma coisa que, particularmente, nunca me esforcei muito para fazer, mas que  é ...

Relacionamento abusivo.

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 Ela tinha 17, jovem demais e intensa demais para perceber algo errado naquilo que ela achava ser amor. Ele tinha 20. Nao era muito mais velho, mas era, de longe, bem mais experiente que ela - e sabia disso, e usava isso.  O namoro durou 3 anos, tres conturbadissimos anos daquilo que se tornou o que um dia havia sido uma amizade bonita entre os dois.   Ele nao gostava das amigas dela, entao ela saia menos com elas.   Ele tinha ciume dos garotos da escola dela, entao, quase sempre, aparecia para busca-la no colegio.  Ele nao confiava nela e por isso controlava CADA passo que ela dava em sua ausencia. Ir a padaria, por exemplo, passava por um ritual de ligar antes, durante e depois avisando que chegou em casa (pq ele se preocupava com a "seguranca dela").   No cursinho, a mesma coisa. Um ano de cursinho, um ano que ele a acompanhava na ida, na volta e que ela TINHA QUE ligar para ele no intervalo... pra sua seguranca? pq ele ficava "...