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"Do you wanna play a game?"

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E você pensou o que afinal? Que depois de todos esses anos, mesmo com todas as mágoas e desastres que você trouxe para minha vida, iria simplesmente resolver voltar e eu estaria te esperando? Que um "sincero perdão" te redimiria automaticamente do grande filho da mãe que você é, ou foi - tanto faz? Não é como se tivesse dado uma pausa num filme qualquer e que quando estivesse a fim poderia simplesmente apertar o play e ele continuaria exatamente de onde parou... As coisas mudam, eu mudei.  Pode não ser tão evidente, mas agora sou bem mais sábia e madura do que já fui um dia. Penso diferente, ajo diferente e principalmente, quero coisas completamente diferentes de outrora. Começando pela paz de espírito - aquela mesma que tantas vezes abri mão para estarmos juntos e que hoje, sem dúvida, eu jamais trocaria por você ou por quem quer que seja. Além do mais, sejamos francos, foi tudo como um jogo - um bom jogo, confesso - divertido, envolvente, cheio de idas e vindas, ganhos e...

"Ser livre" é o que?

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Se tem uma coisa que eu prezo nessa vida é a minha liberdade.  Na maioria das vezes amo isso mais que a qualquer coisa ou pessoa, até mais que a mim. Nada se compara ao meu direito de ir e vir. Minha capacidade de sentir, falar, impor. O entusiasmo de viver como eu quero, traçar caminhos que escolho e poder, incondicionalmente, fazer o que me convém, o que me comove - apesar das consequências, aliás, mesmo com todas elas. Gosto dessa coisa toda de ficar por vontade, ir embora pelo mesmo motivo, permanecer simplesmente por que me é gostosa a ideia, a vivência e sair sem me sentir presa, sempre que der, sempre que preciso. Explorar, cultivar, ignorar aquilo ou aqueles que eu achar que devo, quando eu achar que devo... Fui criada assim e embora seja uma teimosia dolorida, me dói com alma, com verdade, por isso é uma dor aceitável, uma dor menos amarga que padecer sem vontade própria, dizendo amém para tudo e seguindo mestres coadjuvantes, quando na verdade a principal e única...

Hunpf!

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Inexplicavelmente, desde quase sempre eu cultivo um sentimento impar pelos rabugentos. Seja para amizade ou para relacionamentos, me move (e comove) a ideia de conhecer o sorriso dessas pessoas, de fazê-las bem e principalmente de ir descobrindo pouco a pouco que os rabugentos amam, sentem, podem ser felizes tanto ou mais que nós, os ditos 'dados', simpáticos, sociáveis...  É curiosa essa minha preferência por que com certeza não me encaixo no grupo e portanto - pela lógica - não temos muitas afinidades. De todo modo, não faço questão de ter mesmo, acho que é ai que está a magia da coisa toda, nos conflitos e na admiração genuína e paralela a qualquer diferença. Nessa missão quase impossível de conquistar a confiança deles, o espaço para ser parte, merecê-los. Vejo nos tais rabugentos, a oportunidade de trazer alegria, despertar boas sensações, descobrir sorrisos escondidos e nossa! Como são tão lindos os sorrisos dessa gente, justamente por que são raros, difíceis...

Vai.

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Tenho sentido uma vontade absurda de deixar todo mundo ser livre. Não sei o que me move, mas não me deixa muito espaço para racionalidade - considerando que estou plenamente consciente de que isso pode me levar pessoas que talvez jamais reencontrem seu caminho no meu. Por outro lado, encaro como uma concretização de algo que já existe, que sempre existiu e por Deus, eu preciso realmente que isso se torne fato, preciso realmente compreender que ninguém é meu e que justamente por isso, não devo me doar e me doer tanto. Não devo me deixar levar pelas trocas, opções, escolhas de ninguém... ou me culpar por elas, me interrogar por elas, padecer nelas. As vezes dói mais do que se pode descrever, é uma solidão opcional, passional, necessária e como não se pode deixar de ser, diante da minha humanidade, acabo fraquejando as vezes, uma ou outra recaída - não mais, eu espero. Me alívio na ideia de pelo menos estar tentando e esse é o maior passo que dei até agora... Por falar em passos,...

Domingão.

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A gente tem medo de tanta coisa nessa vida que se permite aterrorizar apenas pela ideia de algo que  (geralmente) nem sequer chegamos a vivenciar. Lembro de possuir um medo absurdo de ficar sozinha, não por um curto espaço de tempo e, muitas vezes, nem se refere a estar literalmente sozinha. Meu medo era mais específico, mais detalhista, um medo baseado no modelo de vida boa que eu queria para mim, onde, necessariamente, era rodeada de pessoas, que obviamente, apreciavam, queriam e procuravam minha companhia. Tinha pavor da ideia de ficar sem opções de companhia, de que ninguém gostasse de mim, ou, muito pior, de estar rodeada de pessoas que não preenchiam minha sensação de solidão. Depositei por muitos anos - muitos mesmo - nas pessoas, a capacidade e obrigação de me preencher, sem imaginar porém, que isso é mais função minha do que de qualquer outro. Acontece que a gente cresce e amadurece. Depois de quase toda uma vida de busca por amigos que raramente estavam realm...

Cadê eu?

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Tenho sentido falta de ser quem as pessoas acham que eu sou.  Essa garota 'só sorrisos' que todo mundo vê em mim, sem problemas, neuroses, sem tempo ruim.  Aquela que vem para fazer sorrir e principalmente, fazer isso sorrindo. Ou quem sabe, o ser humano com o maior espírito esportivo do mundo, que leva tudo na brincadeira, que não se comove, magoa e não se deixa atingir por nada nem ninguém. Posso ser vez ou outra também, a senhora incansável, detentora da energia do universo sem direito a recarregar. A profissional, parente, amiga, filha, namorada em tempo integral, sem - obviamente - ser a que precisa de férias, mãe, pai, amiga ou namorado em tempo algum... Autossuficiente, assim como na época remota de uma adolescência conturbada. Quisera eu ser 'desmiolada' como julgam e deixar passar pequenas coisas que me sufocam, me entalam. Quisera poder estar tão 'desencanada' quanto pensam, sem preocupações com passado ou futuro, sem negatividade ...

Caro cliente.

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Antes de mais nada, bom dia (boa tarde, ou boa noite). Estou aqui hoje para conversarmos um pouco sobre nossa tão prezada e necessária convivência. Gostaria de lhe expor alguns pontos importantes para que possamos prosseguir da melhor forma possível a nossa relação de trabalho e para tal, listo a saber: 1° - Seu dinheiro não vale aqui. Não importa quanto você paga, ou para que você paga, isso não te dá o direito de destratar-me (nem a mim nem a qualquer outro prestador de serviço que esteja apenas e tão humildemente fazendo a parte dele da melhor forma que pode). 2° -  Não importa quão bom de argumentos você seja, o fato de adquirir um serviço não te oferece automaticamente as regalias de fazer o que bem entender deste serviço. 3° -  No mundo dos negócios, aliás, em qualquer contexto, ninguém (absolutamente) é tão melhor que outro alguém por motivo nenhum, quiça, por estar deste ou daquele lado daquela negociação. 4° - Eu não sou obrigada e nem vou engolir sua p...